São Borja
Terça-feira 21 de Novembro de 2017


Aids ainda é uma grande preocupação em São Borja

Muitas pessoas vivem com a doença no município.

Além da grande preocupação com a epidemia da sífilis no país, em São Borja, o monitoramento permanece sendo realizado em relação a Aids. Glauber Marques, enfermeiro responsável pelo SAE, Serviço de Atendimento Especializado, explica que apesar das grandes campanhas de prevenção que são realizadas pelo Ministério da Saúde, o número de casos permanece alto. Na cidade, em 2015, foram registrados 27 casos da doença. Em 2016 a quantidade de registros aumentou bastante, chegando a 44 casos registrados ao longo do ano. Até o momento, em 2017, no último balando divulgado, já são 13 registros de Aids, que estão sendo acompanhados pelo SAE.Novo medicamento Segundo Marques, neste ano, começou a ser disponibilizado um novo medicamento aos pacientes que estão sendo diagnosticados com a doença. O Ministério da Saúde, incorporou o antirretroviral dolutegravir na chamada "primeira linha" de tratamento, ou seja, para novos pacientes. Além disso, o remédio também passa a ser ofertado na "terceira linha", direcionada a pacientes que não responderam aos tratamentos anteriores. A incorporação muda o atual modelo de tratamento disponibilizado a pacientes no SUS, composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz disponibilizados em um só comprimido – conhecido como três em um. Com a mudança, o dolutegravir passará a ser indicado no lugar do efavirenz, associado à pílula do agora dois e um.Gestantes e crianças Uma das grandes preocupações sobre a Aids em São Borja é o contágio de gestantes e crianças. De acordo com dados do Serviço de Atendimento Especializado, em 2015, quatro gestantes resultaram positivo para o vírus, porém, nenhuma criança foi diagnosticada com a doença. Em 2017, o número de mulheres grávidas com Aids aumentou para oito registros. Diferente do ano anterior, uma criança foi positiva para o HIV. Nos primeiros meses de 2017, já são nove gestantes diagnosticadas com a Aids e cinco crianças com resultados positivos. Dessas, três foram exposta a doença e duas confirmadas. O enfermeiro Glauber Marques diz que o acompanhamento é realizado com a distribuição gratuita dos medicamentos entre os atendidos no SAE.Teste rápido Ele informa ainda que os chamados testes rápidos estão disponíveis em todas as Estratégias de Saúde da Família e no próprio Serviço de Atendimento Especializado, que fica localizado na Avenida Presidente Vargas, uma quadra da Praça XV de Novembro. Todas as pessoas que se exporem a uma situação de risco devem realizar o teste rápido para verificar se estão contaminadas pelo vírus. Caso o resultado seja positivo e dependendo do tempo de exposição ao risco, um medicamento pode ser disponibilizado aos pacientes. A chamada Profilaxia Pós-exposição sexual, mais conhecida pela sigla Pep sexual, é uma forma de prevenção da Aids. Ela é indicada em casos em que houve contato recente com o HIV, causador da Aids. O tratamento é composto por medicamentos antirretrovirais, que impedem que o HIV se reproduza dentro das células. Sem se reproduzir adequadamente, o vírus fica inativado e não causa a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, o método não deve ser visto como uma opção para todas as pessoas. Marques destaca que a opção está disponível em São Borja, mas é importante ressaltar que o método mais eficaz para evitar a transmissão do HIV é o preservativo.

 

Fonte: Michel Benites/Rádio Cultura

 

Foto: Arquivo / Rádio Cultura