São Borja
Quinta-feira 19 de Abril de 2018


Maioria da população brasileira vê como justa a prisão do ex-presidente Lula, aponta pesquisa

A prisão do último dia 7 foi justa e o ex-presidente Lula não irá disputar a eleição ao Planalto este ano, avalia a maioria das pessoas ouvidas na última pesquisa Datafolha. Os entrevistados, no entanto, se dividem quando questionados se Lula deveria concorrer à eleição ou ser impedido de fazer campanha à Presidência. Esta é a primeira pesquisa feita após o petista ter iniciado o cumprimento de sua pena na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Segundo o levantamento, 54% das pessoas veem a prisão de Lula como justa, contra 40% que consideram o contrário. Seis por cento não opinaram. Houve uma reversão, entre janeiro e abril, da quantidade de pessoas que acreditam que Lula poderá concorrer. Hoje, para 62% dos brasileiros, o ex-presidente não estará nas urnas na eleição de outubro.

Em menor quantidade, se dividem os que consideram que “com certeza” ele participará das eleições (18%) e os que pensam que “talvez” (16%). Em janeiro, uma fatia de 53% achava que Lula iria à disputa – dessas, 32% apostavam que “com certeza” ele seria candidato.

A percepção de que o ex-presidente não concorrerá às eleições, no entanto, não significa que os entrevistados acreditem que ele não deveria concorrer. O quesito ficou empatado tecnicamente: para 50%, o ex-presidente deveria ser vetado de participar da corrida presidencial. Outros 48% acham que não devia haver impedimento. Antes, 51% achavam que Lula deveria ser barrado e 47% que ele deveria participar das eleições.

O Datafolha aponta que as pessoas que consideram a prisão de Lula justa são, em sua maioria, homens, com maior taxa de escolaridade, maior média de salário e morador das regiões Sudeste, Sul ou Centro-Oeste. Entre os mais escolarizados essa porcentagem chega aos 71%. A opinião de que a prisão foi injusta prevalece entre menos escolarizados, com 51%. Chega a porcentagens próximas entre os mais pobres e regiões Norte e Nordeste.

 

Justiça

O juiz-substituto da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba (PR), Jailton Juan Tontini, proibiu os manifestantes a favor ou contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ocuparem áreas públicas ao redor da Superintendência da PF (Polícia Federal) na cidade, onde líder o petista está detido.

No despacho, em caráter liminar, o magistrado ainda determinou o pagamento de uma multa diária de R$ 500 mil para entidades que desrespeitarem a ordem de desocupação. Ele cita como réus da decisão a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o Movimento Curitiba contra Corrupção, o MBL (Movimento Brasil Livre), o Movimento UFPR Livre e o próprio PT.

A decisão teve por base o “descumprimento de interdito proibitório concedido à prefeitura de Curitiba, expedido no domingo, dia 8 de abril”. No texto, Tontini ressalta: “Determino aos réus que imediatamente cumpram a ordem judicial proferia por este Juízo, sob pena de multa de R$ 500 mil por dia e réu que descumpri-la, sem prejuízo de outras sanções cíveis e criminais cabíveis”.

De acordo com informação da administração municipal da capital paranaense, cerca de 500 pessoas estão acampadas na vizinhança do prédio da Superintendência da PF, o que vem causando transtornos aos moradores das ruas bloqueadas.

 

Fonte: Jornal O Sul

Foto: Reprodução