São Borja
Segunda-feira 11 de Dezembro de 2017


Coreia do Norte alerta sobre risco de guerra nuclear

A Coreia do Norte atacou neste domingo (09) as manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul perto da fronteira intercoreana, acusando Washington e Seul de assumirem o risco de uma guerra nuclear na península.

Os dois aliados realizaram no sábado (08) uma demonstração de força, num momento de crescente tensão na península, após o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental (ICBM) em 4 de julho.

As manobras militares que Washington e Seul realizaram no sábado foram uma “resposta severa” aos potenciais lançamentos de mísseis por Pyongyang, segundo indicou o ministério sul-coreano das Relações Exteriores.

O exercício simulou a destruição por dois caças americanos de baterias de mísseis inimigas, enquanto aviões sul-coreanos realizaram uma série de bombardeios de alta precisão contra postos de comando subterrâneos inimigos.

“Não brinquem com um barril de pólvora”, alertou o jornal norte-coreano Rodong, porta-voz do partido único no poder, em um editorial onde acusa os Estados Unidos e a Coreia do Sul de aumentarem a pressão com as suas manobras militares conjuntas.

“Com a sua provocação militar perigosa, os Estados Unidos assumem o risco de uma guerra nuclear na península”, escreveu o jornal, descrevendo a península como “o maior barril de pólvora do mundo”.

Para Pyongyang, estes exercícios militares são “uma perigosa tática militar dos beligerantes que tentam provocar uma guerra nuclear na península. Uma simples má avaliação ou um erro podem desencadear imediatamente uma guerra nuclear, o que levaria inevitavelmente a uma nova guerra mundial”, ameaça o jornal.

 

Míssil

A Coreia do Norte lançou na terça-feira (04) o seu primeiro míssil balístico intercontinental. Designado “Hwasong-14”, o míssil alcançou uma altitude máxima de 2.802 quilómetros e percorreu 933 quilómetros em 39 minutos.

Os B-1B Lancers sobrevoaram o Mar do Japão, aproximaram-se da fronteira que delimita as duas Coreias e posteriormente juntaram-se aos caças sul-coreanos F-15K e F-16 na província de Gangwon (leste) para ensaiar com fogo real ataques a instalações chave norte-coreanas, segundo o porta-voz.

Estes exercícios enquadram-se nas manobras com fogo real executadas por Washington e Seul em resposta ao lançamento do míssil intercontinental por Pyongyang, e incluíram o lançamento de vários mísseis guiados e destacamento das suas forças navais e áreas.

O mais recente ensaio norte-coreano indica que o país conseguiu fabricar um míssil com capacidade para percorrer, segundo o exército sul-coreano, entre 7.000 e 8.000 quilómetros, o suficiente para atingir os Estados Unidos.

Este novo avanço armamentístico norte-coreano elevou as tensões na península coreana e é referido como um elemento que pode alterar o foco diplomático e estratégico de Washington para a região.

 

 

Fonte: O Sul - Foto: Reuters