São Borja
Segunda-feira 11 de Dezembro de 2017


Cpers prepara ações pelo interior do Rio Grande do Sul

Mobilização tem o objetivo de pressionar os deputados a votarem contra Projeto de Lei 148

Sem acordo na última reunião com governo estadual, realizada na quinta-feira, o Cpers/Sindicato promove nesta terça-feira novo Ato Público Estadual da Greve. A concentração será às 8h, em frente à sede do Sindicato (Av. Alberto Bins, 480).

A mobilização tem o objetivo de pressionar os deputados a votarem contra o Projeto de Lei (PL 148), que acaba com a cedência para os sindicatos, e as Propostas de Emenda Constitucional (PECs) em trami-tação na ALRS. “Nossa greve cresce a cada dia. Vamos mostrar para o governo a força dos educadores gaúchos”, destaca a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer. Esta semana também, nestas quinta e sexta-feira, o Cpers realiza a Caravana das Plenárias Macro Regionais de Mobilização. Serão realizados, no total, oito roteiros, que irão abranger os municípios que compõem os 42 Núcleos do Sindicato. O objetivo é realizar um amplo debate com a comunidade e fortalecer a discussão sobre a atual situação do Ensino.

Durante a reunião na Secretaria de Estado da Educação (SEC), no último dia 14, o secretário adjunto da Fazenda, Luiz Antônio Bins, apresentou números da situação financeira, alegando que as receitas estaduais somaram R$ 2,314 bilhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 3,337 bilhões – déficit de pouco mais de R$ 1,023 bilhão. “Com isso, sobraram apenas R$ 119 milhões para pagar a folha salarial, na qual constam cerca de 350 mil matrículas”, disse o adjunto da Fazenda.

Atualmente, segundo ele, o RS gasta 54,1% dos recursos com servidores inativos e 75% da arrecadação é utilizada apenas para quitar a folha salarial. “Além disso, o déficit financeiro está superando R$ 1 bilhão por conta de receitas insuficientes para honrar as despesas, além da limitação cada vez maior de fontes extraordinárias de recursos”, afirmou. O secretário de Educação Ronald Krummenauer ressaltou a preocupação com os alunos atingidos pela greve. “Não é possível que o ano letivo seja colocado em jogo”, lamentou.

 Fonte: Correio do Povo/ Foto: Samuel Maciel / CP Memória