São Borja
Sábado 16 de Dezembro de 2017


Em assembleia, professores estaduais do RS decidem continuar com greve que dura mais de 2 meses

Decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (10) em Porto Alegre. Durante a semana, governo estadual acatou alguns pedidos do sindicato, que foram considerados insuficientes pela maioria.

Os professores estaduais do Rio Grande do Sul decidiram seguir com a greve que já dura mais de dois meses. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (10), em Porto Alegre, e o anúncio do resultado de votação nominal foi feito pela presidente do CPERS, sindicato que representa a categoria, Helenir Aguiar Schürer. Foram 1.160 votos pela continuidade da paralisação e 578 votos pelo fim.

O resultado se deve a uma mobilização da oposição à chapa que preside o sindicato, que trouxe professores de diversas partes do estado para votarem pela manutenção da paralisação.

Pela manhã, um conselho de professores havia decidido pelo retorno às aulas. Isso por que, durante a semana, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) acatou algumas exigências do sindicato. A categoria discutiu esses pontos nos últimos dias e aguardava uma posição dos 42 núcleos do interior do estado.

O CPERS exigia que nenhum servidor em greve fosse punido, o que a Seduc já garantiu que não vai acontecer. Outro pedido da categoria era que fosse retirada a urgência de votação do projeto que trata da reestruturação do Instituto da Previdência Estadual (IPE) na Assembleia Legislativa, também aceito pelo governo.

Por outro lado, a Secretaria de Educação não concordou com o pedido dos professores de que os 45 dias de férias da categoria fossem em janeiro e fevereiro. O governo já determinou um calendário para a recuperação dessas aulas, que devem terminar até janeiro do ano que vem.

Já em relação aos pedidos para terminar com o atraso dos salários e o pagamento do 13º até o dia 20 de dezembro, a secretaria disse que ainda está buscando medidas administrativas e legislativas para fazer os pagamentos.

"Neste momento, o governo não seria responsável se garantisse que, no dia 20 de dezembro, poderá quitar todo o décimo terceiro. Está dentro desse conjunto de medidas que estamos analisando, mas a nossa intenção é que sim", salienta o secretário estadual de Educação, Ronald Krummenauer.

Desde o início da greve, há 65 dias, mais de 2,4 mil alunos no 9º ano e do 3º ano do Ensino Médio pediram transferência para escolas que não aderiram à paralisação.

 

Fonte: G1/RS

 

Foto: Jonas Campos/RBS TV