São Borja
Sábado 16 de Dezembro de 2017


Cpers propõe terminar ano letivo após férias para sair da greve

O Cpers/Sindicato entregou na manhã desta terça-feira (7) uma contraproposta de negociação à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para o fim da greve. Nela constam 10 itens. Entre eles, está a sugestão de terminar o ano letivo de 2017 em março de 2018, após os 45 dias de férias previstos por lei ao Magistério em janeiro e fevereiro. A proposta pode prejudicar estudantes do 3º ano do Ensino Médio que conseguirem vaga em universidades para ingresso no começo do ano que vem. O governo do Estado prometeu dar um retorno em breve. No final da manhã, dirigentes do Cpers-Sindicato invadiram o gabinete do líder do Governo Sartori na Assembleia Legislativa, Gabriel Souza, para pressionar pela negociação.  Para a secretária-adjunta de Educação, Iara Wortmann, essa foi uma grande surpresa da proposta do Cpers: “Desde 1979, quando ocorreu a primeira greve dos professores, até hoje, foi a primeira vez que o sindicato trouxe uma proposta envolvendo encerrar a greve, fazer as férias da categoria e voltar depois a cumprir o ano letivo”, revela Iara. Segundo a gestora da pasta, a maioria das escolas já teve retorno das aulas e, por isso, só as que seguem paralisadas precisariam ter seu calendário escolar refeito.

 

Confira os 10 itens da proposta:

1. Garantia do fim do parcelamento dos salários até o final de dezembro deste ano.

2. Retirada da PEC 257/ 2017, mantendo com isso na Constituição Estadual o artigo 35 que assegura o pagamento integral dos salários no último dia útil do mês trabalhado.

3. Pagamento do 13º salário até o dia 20 de dezembro de 2017.

4. Não demissão dos educadores contratados que aderiram à greve.

5. Nenhuma punição a nenhum servidor que fez greve como, por exemplo: alteração de designação, diminuição da carga horária, perda de convocação e fechamento de turmas.

6. Retirada do 62 (regime de urgência) dos projetos que tratam da reestruturação do IPE para que a categoria possa ter tempo de discutir a questão.

7. Retirada das PECs 242, que extingue a licença-prêmio e 261, que altera o tempo de serviço para tempo de contribuição.

8. Publicação da cedência para os diretores de Núcleo.

9. Garantia do direito de 45 dias de férias, em janeiro e fevereiro.

10. Mesa de negociação para o pagamento da reposição salarial de 21,85%.

 

Fonte: Jornal do Comércio

 

Foto: Marcelo G. Ribeiro/JC