São Borja
Sábado 16 de Dezembro de 2017


Mercado financeiro prevê, pela primeira vez, inflação abaixo de 3% neste ano no Brasil

O mercado financeiro reduziu novamente a sua estimativa de inflação para 2017. Os economistas passaram a prever, pela primeira vez, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) abaixo de 3% para este ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pelo BC (Banco Central), por meio do Boletim Focus.

De acordo com o levantamento do BC, a inflação deste ano deve ficar em 2,97%. No relatório anterior, os economistas estimavam que o IPCA atingiria 3,08%. Essa foi a quinta redução seguida da estimativa do índice.

A nova previsão mantém a inflação abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%, e, também, abaixo do piso de 3% do sistema brasileiro de metas – algo que, se for confirmado, será sem precedentes no regime de metas, que começou em 1999. A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia).

Pelo sistema brasileiro, a meta central é de 4,5% tanto para este ano quanto para 2018, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, de modo que a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que seja formalmente descumprida. Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente do Banco Central tem de escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões para o ocorrido.

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação recuou de 4,12% para 4,08%. Essa foi a quarta redução consecutiva da estimativa para o próximo ano.

PIB e juros

Para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2017, o mercado financeiro subiu a sua estimativa de crescimento de 0,60% para 0,68%. Para 2018, os economistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de expansão da economia de 2,20% para 2,30%. Essa foi a terceira alta seguida no indicador.

As estimativas de crescimento começaram a subir com mais intensidade após a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano, que avançou 0,2% contra os três primeiros meses de 2017.

 mercado financeiro também manteve a sua previsão para a taxa básica de juros da economia em 7% ao ano para o fechamento de 2017. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano.

Ou seja, os analistas continuaram estimando uma redução dos juros neste ano. Se o patamar previsto de 7% ao ano for atingido no fim de 2017, esse será o menor nível já registrado (até então a menor taxa era de 7,25% ao ano).

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic também ficou estável 7% ao ano. Com isso, continuaram prevendo que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

Câmbio

Na edição desta semana do Boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 caiu de R$ 3,20 para R$ 3,16. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana permaneceu em R$ 3,30.

 A projeção do Boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 subiu de US$ 61,4 bilhões para US$ 62 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 49,7 bilhões para US$ 50 bilhões.

A previsão dos economistas para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas avançou de US$ 75 bilhões para US$ 77,5 bilhões.

 Fonte:Osul.com/Foto: Banco de Dados