São Borja
Sábado 16 de Dezembro de 2017


CEEE-D precisa de R$ 2,6 bilhões até 2020 para não perder concessão, diz diretor da Aneel

Secretário de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Artur Lemos Júnior, afirmou que desde 2015 o governo vem tentando evitar a perda da concessão.

A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) precisa de um aporte de R$ 2,6 bilhões até 2020 para evitar a perda da validade da concessão. A avaliação foi feita pelo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (30) em Porto Alegre.

"Queremos mostrar a preocupação que temos. A companhia está fazendo, através de melhorias de gestão, o que é possível, dentro do que está ao seu alcance. Mas, sem o aporte de recurso, por parte do acionista, a empresa vai ter dificuldade de atender as obrigações previstas no contrato de concessão", disse.

O secretário de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Artur Lemos Júnior, afirmou que desde 2015 o governo vem tentando evitar a perda da concessão. "Quando assumimos a companhia, tínhamos o contrato de concessão no último ano, vencendo. A situação era difícil. No primeiro ano, o foco do trabalho foi em demonstrar para a agência reguladora, que poderíamos garantir a qualidade do atendimento. Demonstrar para o agente que tínhamos condições de fazer a renovação. Não renovar seria administrar um problema muito maior", afirmou.

O presidente da CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, explicou que a companhia realiza esforços para manter as obrigações e garantir a qualidade no atendimento. "Perante o contrato, temos o dever e a responsabilidade. Fizemos um esforço de gestão, com enfrentamentos. Precisamos buscar saídas e soluções viáveis para preservar o contrato de concessão", disse.

Segundo o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, o estado não terá condições de fazer o aporte necessário. "Estamos com dificuldades para pagar salário. Precisamos resolver um problema estrutural pelo qual a companhia passa. Não podemos empurrar o problema com a barriga. Vamos continuar com nossa proposta de diálogo com a sociedade", afirmou.

 Fonte: Correio do Povo/Foto: Fernando C. Vieira/CEEE/Divulgação